Para iniciar esse artigo, vale ressaltar que toda e qualquer transação entre 2 partes que seja feita pela Internet pode ser considerada e-commerce.

Em geral e-commerce é conhecido pela existência de uma loja online para que clientes possam comprar produtos de lojistas.

Entretanto, com o avanço da tecnologia, já é possível vender produtos diretamente pelas redes sociais e smartphones também.

Sendo assim, neste artigo pretendemos explicar em detalhes o que é e-commerce, suas potencialidades, diferenciais para o comércio físico e como implementar a sua própria operação.

E-commerce como uma loja online

O e-commerce é a própria loja online. Ela possui diversos benefícios, já que você não precisará alugar local físico, contratar pessoal e seu cliente não vai enfrentar filas. Há custos, claro – mas nem se compara às lojas físicas.

Loja virtual E-commerce

A maioria das médias e grandes lojas de varejo possui uma loja online, e por conta dessa simplicidade os produtos tendem a ser mais baratos do que no local físico.

É um negócio que só cresce nos últimos anos, e isso se dá também ao fato de que os consumidores perceberam que comprar na internet se tornou seguro.

Quando falamos nesse tipo de negócio há uma leve confusão, muita gente acha que e-commerce e marketplace são a mesma coisa – e não, não são. Façamos a diferenciação.

E-commerce vs Marketplace

O e-commerce, como dito acima, é a presença de uma determinada loja na internet. O local fica livre de pagar espaço físico, vendedores etc. Já a marketplace é uma loja na internet que vende produtos de diversas marcas, como um shopping.

O marketplace também tem suas vantagens, já que o empreendedor não precisará montar a sua própria loja e poderá vender seus produtos nesse “shopping virtual”. Outra importante ressalva é que você poderá utilizar os grandes portais para venda, como o Netshoes ou Amazon, por exemplo.

Amazon Marketplace

Mas como em toda grande vitrine, seu produto pode não ser vendido com frequência, já que estará diariamente competindo com outros milhares.

O e-commerce é mais voltado para aquela venda de nicho e segmentada, e o marketplace é um local de venda mais genérico.

Quais são as vantagens de se criar uma loja e-commerce?

São várias, meu caro empreendedor. Vejamos algumas delas.

Vendas autônomas e simultâneas

Você não precisa abordar nenhum cliente para vender, só esperar. Claro, você precisa aparecer na internet. Mas o que precisa ser feito é basicamente esperar para que ele chegue até você e faça compras.

Carrinho de compras

É um processo bem dinâmico e, inclusive, as vendas podem ser feitas simultaneamente, enquanto um cliente compra uma coisa, outro compra outra.

Tempo

Sua loja ficará aberta 24 horas e sete dias por semana. Não é incrível? Não é um plantão contínuo e sim, a internet. Além disso, você não vai precisar sair de casa para fazer a manutenção da sua loja, nem enfrentar trânsito ou problemas de deslocamento – comuns em um negócio físico.

Investimento

Aqui talvez seja a parte crucial para quem decide ter ou não uma loja e-commerce, porque falamos da parte financeira. Assim como todo negócio, é bom que se tenha um orçamento planejado.

O investimento em uma loja online pode ser alto, como também pode ser pequeno. Você pode comprar um template personalizado, o domínio e a hospedagem por um custo relativamente alto, porque será customizado para você.

Templates prontos também podem ser utilizados a um custo baixo, e isso irá baratear bastante o seu investimento. E com a continuidade do negócio podem ocorrer upgrades. Porque melhorar é sempre bom.

Há problemas com o e-commerce?

Depende. Para ter uma loja online você precisa ter produtos. Onde esses produtos serão armazenados? Se sua loja for pequena, poderá armazená-los na sua casa mesmo. Mas se for grande precisará alugar um depósito para mercadorias.

Há uma alternativa para esse problema das mercadorias. Já ouviu falar em produtos consignados? Também conhecido como “dropshipping“, é parecido com o conceito de marketplace, mas não é propriamente a marketplace. Você vai colocar produtos de outras pessoas em sua loja, e vai ganhar comissão por venda.

É basicamente terceirizar a venda. E sem contar que não vai precisar montar estoque, já que a entrega ficará a cargo do vendedor direto.

A concorrência é um dos grandes entraves das lojas online, já que se vende de tudo atualmente na internet. Sem contar que com o monopólio que tentam fazer os grandes portais, quando formalizam fusões com pequenos empresários.

Por isso é preciso que sua loja e produto tenham um diferencial e, claro, apareçam na web. Quem não é visto, não é lembrado.

Tipos de e-commerce

Os tipos de e-commerce também são significativos, já que dizem sobre o modelo de negócio que o cliente pode optar e exibir seus produtos para a venda. Temos o B2B, B2C, C2B e o C2C.

B2B

O B2B significa Business to Business. É a venda de produtos de empresa para empresa. Geralmente, essas vendas utilizam matéria-prima e materiais que podem ser utilizados nas empresas, como objetos de escritório.

B2C

O B2C é o Business to Consumer, adotado para vendas diretas ao cliente (o consumidor final), esse é o modelo mais popular.

C2B

C2B é o Consumer to Business, que também é comum. Este é a oferta de serviços de pessoas físicas para empresas, como um designer que ganhar por serviços prestados.

C2C

Por fim temos o C2C, Consumer to Consumer. É a venda direta de cliente para cliente. Um clássico exemplo disso é o Mercado Livre e a Olx.

Como montar uma loja virtual ou e-commerce

Chegou a hora de ir mais além. Que tal montar a sua própria loja virtual? Nós vamos te dizer como!

Primeiro passo: briefing

briefing

Nesta etapa deve ser feito o primordial, que é saber exatamente como será sua loja. Você precisará delimitar sua persona o máximo possível, saber quais produtos irá vender e se há uma audiência para consumir os seus produtos.

Segundo passo: domínio

A primeira coisa que você precisa para ter uma loja e-commerce é um domínio. Ele é a sua identificação na web, onde poderá ser utilizado o nome do seu empreendimento. O nome deve estar relacionado ao seu produto, é ideal que seja um nome fácil e de memorização rápida.

Vários sites fazem esse serviço de venda de domínio, mas o mais conhecido atualmente é o registro.br para domínios nacionais.

Terceiro passo: hospedagem

É claro que ter uma hospedagem para a sua loja virtual também é muito importante, até porque sem ela sua loja não vai ficar online, certo? Procure uma hospedagem “potente”, pois uma loja virtual exige que você tenha um bom tráfego.

Há inúmeras hospedagens na web, inclusive algumas voltadas exclusivamente para loja virtual, procure aquela que seja mais parecida com a sua proposta e mãos à massa!

Aqui na Xdevs somos especialistas em hospedagem de lojas virtuais. Acesse o nosso site e confira o melhor plano para o seu bolso.

Quarto passo: as ferramentas da sua loja

Esta etapa depende do seu orçamento, pois você terá de investir na criação da interface. É possível contratar quem faça a sua loja, fazer você mesmo e também utilizar alguns modelos de interface gratuitos na web – o que irá baratear inicialmente o seu projeto.

Se por um lado você pode “alugar” uma loja contratando softwares como Loja Integrada e Shopify, por outro lado você poderá criar seu próprio e-commerce com WordPress / WooComerce.

Ainda está naquela dúvida terrível? Procure saber quem já montou uma loja online e usou esses serviços, uma opinião de cliente é sempre importante e segura.

Quinto passo: o seu tipo de produto

O que você vai vender? De infoprodutos a produtos físicos é preciso planejar. A escolha do produto vai determinar seu estudo de logística.

Produtos físicos são o que há de tradicional nesse tipo de mercado, especialmente livros. Mas hoje se vende de tudo. Um grande diferencial dos produtos online é que não há limite de venda, porque a entrega é instantânea – aqui não haverá custo com envio por correio por exemplo.

Sexto passo: pagamento

Eis a parte vital do seu negócio, porque sem pagamento não há negócio. Há formas diferentes de receber o pagamento online, veja algumas delas:

Gateways

São empresas que fornecem conexões com as redes de cartão (Cielo e Redecard são mais utilizadas aqui). Cobram uma taxa fixa por transação e não tem dispositivo antifraude incluso.

Integração direta

São como os gateways, não têm dispositivo antifraude, o que barateia o processo, mas torna o processo um pouco vulnerável também. Neste, você tem contato direto com quem adquire o produto e pode negociar as taxas. Há um controle maior com a experiência do usuário.

Intermediador de pagamento

São mais utilizados por quem tem uma loja e-commerce. Eles são mais simples de serem utilizados e têm garantias: se houver fraude o risco é por conta do intermediador. As taxas destes são cobradas sobre percentual de vendas dos produtos.

O cliente precisa de segurança

Parece meio óbvio, mas a segurança é uma das questões mais importantes de uma loja e-commerce.

De acordo com uma pesquisa recente da PricewaterhouseCoopers Brasil, ou PwC, a parcela de consumidores que diz comprar online regularmente, pelo menos uma vez no mês, chegou a 65%. Esse número era de 58% quatro anos antes.

As lojas físicas estão perdendo espaço, apesar de muitos clientes se manterem fiéis a esses locais.

O número de clientes que compra pela internet tende a crescer para os próximos anos. Enquanto a violência aumenta na rua, a segurança aumenta na internet. Quer que a sua loja faça parte desse número?

Você precisa investir em mecanismos de segurança para que os internautas se sintam seguros em comprar de você.

Aqui te apresentamos dois tipos de serviços que podem ser fundamentais para sua loja e-commerce:

SSL (Secure Socket Layer)

O SSL é obrigatório para ferramentas de cadastro ou compra na sua loja. Ele impede que um possível invasor do seu site roube as informações dos formulários preenchidos pelos seus clientes.

Scan de Aplicação e IP

O Scan de Aplicação e IP busca possíveis falhas e problemas que não impedem o acesso de invasores ao seu bando de dados. Ele tem um dispositivo inteligente que emite um alerta e avisa os programadores da vulnerabilidade.

Sétimo passo: logística e entrega

Se o seu produto for físico precisará ser feita a entrega. Escolha bem a forma de distribuir o produto ao seu comprador para que ele sempre volte a comprar com você.

Se optar pelo Correios, terá uma forma de entrega mais simples, porém há um limite de 30 quilos por entrega, e dimensões que não podem ultrapassar as emitidas por norma interna da empresa. Sem contar que a encomenda pode atrasar por conta de possíveis casos de greve, que infelizmente são comuns no Brasil.

Se preferir entregar a encomenda através de uma transportadora particular terá que arcar com um custo maior, já que é um serviço é exatamente de acordo com a sua demanda. Não precisará se preocupar com dimensões e nem peso do seu objeto, mas esta opção não é viável para quem está começando por conta do custo.

Parte burocrática

Há uma legislação que regulamenta as lojas virtuais no país. É preciso que você a leia para que não tenha nenhum tipo de problema com o seu negócio.

Os principais pontos são:

Informar dados da empresa

O lojista é obrigado a informar no rodapé das páginas as seguintes informações da loja vista: CNPJ/CPF, endereço, nome da empresa (ou do vendedor).

Discriminar despesas adicionais

É obrigatório que o lojista discrimine todas as despesas embutidas na compra: como frete e seguro.

Atendimento ao consumidor

Todo lojista deve oferecer pelo menos um canal de atendimento para os clientes.

Direito de arrependimento em sete dias

O consumidor pode trocar o produto até 7 dias depois de fazer a compra; sem qualquer restrição por parte do lojista.

Troca de produtos com defeito

A mesma regra vale para clientes que compraram um produto com defeito. Se o produto for um bem não durável, o prazo para troca é de 30 dias. Se for um bem durável, é de 90 dias.

Parte bônus: Como divulgar uma Loja Virtual

Aqui vai uma das partes vitais para que a sua loja e-commerce faça sucesso: a divulgação. É, não pode-se esquecer dela.

Para atrair clientes para sua loja você pode utilizar ferramentas de tráfego orgânico e de tráfego pago simultaneamente , utilizando os anúncios dos buscadores e também anúncios nas redes sociais – que é onde está a maior parte do público que irá comprar de você.

Conclusão

As lojas e-commerce ainda estão em larga expansão, apesar de encontrarmos dezenas de milhares hoje na internet.

Elas são um bom investimento para você que está começando e vai poupar capital ao não precisar alugar espaço físico, por exemplo.

É como sempre dizemos e vale sempre repetir: para um bom negócio fluir e gerar resultados é bom que haja planejamento. Isso vai determinar como você vai agir e claro, colher os frutos do seu trabalho logo à frente.

Sim, há vantagens e desvantagens, mas ainda assim é um excelente negócio, pois alia simplicidade, qualidade e redução nos custos e no tempo – principalmente na hora do cliente comprar. Não haverá concorrência se fizer o melhor para vender o seu produto.

E aí, gostou do artigo? Comente aqui abaixo e tire a suas dúvidas sobre o tema.

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Até o próximo artigo!

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