Site para MEI: O Checklist do Que Realmente Importa Primeiro

Nem todo MEI precisa de site logo de cara. Veja a ordem que funciona: o que resolver antes, quando o site passa a valer e o que ele precisa ter.

A ordem que funciona para MEI costuma ser esta: primeiro o Google Empresarial e um canal de contato que você responde, depois o domínio próprio no email, e só então o site. Site é uma peça importante da presença digital, mas raramente é a primeira que trava o crescimento.

Escrevo isso trabalhando com WordPress, ou seja, contrariando meu próprio interesse imediato. Mas mandar um MEI gastar com site antes da hora é a forma mais rápida de ele ficar com um site parado e a impressão de que internet não funciona para o negócio dele.


Antes do site: as três coisas que costumam pesar mais

1. Google Empresarial.

Para negócio local, esse cadastro costuma trazer mais contato do que o site nos primeiros meses. É gratuito, aparece no mapa e nas buscas com o nome da sua cidade, e mostra telefone, horário e avaliações.

Se você atende presencialmente ou numa região específica, comece por aqui.

2. Um canal de contato que você responde.

WhatsApp Business resolve para a maioria. O que faz diferença não é a ferramenta, é o tempo de resposta.

Cliente que manda mensagem e recebe retorno no dia seguinte já procurou outro.

3. Prova de que você existe e entrega.

Fotos reais do trabalho, avaliações de clientes, um portfólio simples. Isso pode viver nas redes e no Google Empresarial antes de existir site.


Quando o site passa a valer a pena

O site deixa de ser opcional quando acontece uma destas coisas:

  • Você precisa explicar um serviço que não cabe numa mensagem.
  • Está perdendo cliente que pesquisa seu nome e não encontra nada além de rede social.
  • Vai investir em anúncio e precisa de um lugar controlado para levar o clique.
  • Vende algo que exige catálogo, agendamento ou pagamento online.
  • Trabalha com empresas, que costumam pesquisar antes de contratar.

Se nada disso se aplica ainda, adie sem culpa.

Se pelo menos uma se aplica, vale começar.


O domínio é a exceção

Tem uma coisa que compensa fazer cedo, mesmo sem site: registrar o domínio.

Dois motivos.

Ele é barato e alguém pode registrar o nome do seu negócio antes de você.

E ele te dá email profissional. Um [email protected] no orçamento passa outra impressão em relação a um endereço de provedor gratuito, principalmente quando você atende empresa.

Registrar o domínio e usar só o email já é um passo, mesmo com o site vindo meses depois.


O checklist do site mínimo

Quando chegar a hora, o site de um MEI precisa de pouca coisa e precisa dela funcionando.

  1. Uma frase que diz o que você faz e para quem , logo no topo. Sem slogan enigmático.
  2. A região que você atende. Muita gente esquece, e é o que o cliente local procura.
  3. Serviços descritos em linguagem de cliente , não em jargão da sua área.
  4. Contato visível em qualquer página. WhatsApp clicável, telefone clicável.
  5. Prova. Foto do trabalho real, depoimento, tempo de atuação, registro profissional quando existir.
  6. Uma página sobre você. No serviço de MEI, a pessoa costuma ser o produto.
  7. Site abrindo bem no celular. É de onde vem a maior parte do acesso.
  8. Certificado de segurança ativo , aquele cadeado.

A lista mais completa, para quando o negócio crescer, está em o que um site institucional precisa ter .


O que costuma sobrar

Carrossel de imagens no topo. Atrasa o carregamento e quase ninguém passa do primeiro slide.

Blog sem plano. Dois posts publicados em 2023 comunicam abandono. Melhor não ter.

Formulário longo. Cada campo a mais derruba resposta. Nome, contato e mensagem bastam.

Chat automático genérico. Se você não vai atender rápido, ele só cria expectativa.

Página de equipe quando a equipe é você. Uma página sobre você resolve melhor.


Onde o MEI mais se queima

Aqui estão os erros que eu vejo com mais frequência, e todos custam mais caro depois.

Não ter acesso ao próprio site. Alguém fez, ficou com tudo, e sumiu. Domínio, hospedagem e painel precisam estar em nome seu, com senha sua.

Registrar o domínio na conta do sobrinho. Parece detalhe até você precisar transferir.

Achar que site pronto é site resolvido. Ele precisa de atualização, backup e alguém olhando. O que acontece quando ninguém olha está em site pronto, e agora .

Escolher plataforma pelo preço da mensalidade. O critério certo depende do que o site vai precisar fazer, e isso está em WordPress ou Wix para empresa .


Quanto custa manter, de forma realista

Para um MEI com site simples, os custos recorrentes são domínio, hospedagem e manutenção.

Os dois primeiros são baratos e previsíveis. O terceiro é o que a maioria ignora, e é o que decide se o site continua no ar daqui a um ano.

A conta aberta, item por item, está em quanto custa manter um site WordPress .

Se você mesmo vai cuidar, o mínimo é uma rotina mensal, descrita em manutenção mensal de WordPress .


Perguntas frequentes

MEI precisa de site? Não necessariamente, e não como primeiro passo. Para negócio local, Google Empresarial e um canal de contato bem atendido costumam trazer mais resultado no começo. O site passa a valer quando você precisa explicar melhor o serviço, quer aparecer para quem pesquisa seu nome ou vai investir em anúncio.

Posso usar só o Instagram? Pode, e muita gente vende bem assim. O risco é depender de uma conta que você não controla e que pode ser bloqueada. O domínio próprio é o endereço que ninguém tira de você.

Quanto custa um site simples de MEI? Varia muito conforme quem faz. O que costuma ser esquecido é o custo recorrente depois de pronto: domínio, hospedagem e manutenção.

Faço sozinho ou contrato? Se você tem tempo e paciência, dá para fazer sozinho. O ponto de atenção é a manutenção depois, que é rotina e não projeto.

Qual o primeiro passo hoje, se eu não tenho nada? Registre o domínio e crie o Google Empresarial. Os dois custam pouco e não dependem do site existir.


Resumindo

Presença digital de MEI se constrói em camadas: ser encontrado, ser respondido, ser comprovado e, quando fizer sentido, ser explicado num site próprio.

Invertendo essa ordem, você paga por um site que ninguém visita.

Quando o site chegar e você quiser que ele fique no ar sem virar sua tarefa, a HOSTWP cuida da parte técnica.

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