Rodar as atualizações de um site leva dez minutos. É por isso que quase todo mundo cobra errado.
Você faz a conta pelo tempo da tarefa, chega num valor baixo, o cliente aceita na hora, e o serviço vira prejuízo no primeiro mês em que algo dá errado.
Este post mostra como montar o preço por outro caminho, com as faixas praticadas no Brasil hoje e os erros que corroem a margem de quem já cobra.
O erro de precificar por tarefa
A conta que a maioria faz: dez minutos de atualização, mais cinco de checagem, mais um backup automático que roda sozinho. Meia hora por mês, no máximo. Cobrar R$ 80 já parece bom.
O problema aparece no mês em que o site é invadido, ou a atualização quebra o checkout, ou o cliente liga no domingo. Aquele mês consome oito horas. E os R$ 80 continuam os mesmos.
Manutenção não é um serviço de execução, é um serviço de disponibilidade. Cobrar pela execução é cobrar pela parte barata.
O que o cliente compra de verdade
Ele compra três coisas, e nenhuma delas é a tarefa.
Disponibilidade. Quando ele cobra R$ 80 por mês de você, ele está comprando o direito de te chamar. Você está prometendo estar disponível o mês inteiro por R$ 80.
Risco assumido. Se o site cair, o problema passa a ser seu. Isso tem preço, e é o mesmo princípio de qualquer seguro.
Tempo de resposta. Responder em duas horas custa mais que responder em três dias, porque exige organização, processo e alguém de sobreaviso.
Quem entende isso para de vender lista de tarefas e passa a vender responsabilidade. E responsabilidade sustenta preço.
Os 5 componentes que precisam estar no preço
1. Custo direto. Hospedagem, licença de plugin premium, ferramenta de backup e monitoramento. Some tudo por site e transforme em valor mensal. Muita gente absorve esse custo sem repassar e descobre no fim do ano que trabalhou de graça.
2. Tempo recorrente previsível. A rotina mensal. É a parte fácil de calcular e a menor de todas.
3. Provisão de imprevisto. O mês em que algo quebra. Não acontece todo mês, mas acontece. Se você atende 20 sites, dois ou três vão precisar de atenção extra por mês. Distribua esse custo entre todos.
4. Disponibilidade. O custo de estar de sobreaviso mesmo sem chamado. É o item que ninguém coloca na planilha e o que mais pesa na vida real.
5. Margem. Depois dos quatro acima, não antes.
Se o preço final ficou parecido com o que você cobrava intuitivamente, ótimo. Se ficou bem acima, você acabou de descobrir por que a manutenção nunca fechou a conta.
Três modelos de cobrança
| Modelo | Previsibilidade para você | Previsibilidade para o cliente | Risco | Quando usar |
|---|---|---|---|---|
| Mensal fixo | Alta | Alta | Seu, e por isso precisa de provisão | Padrão para carteira recorrente |
| Mensal por faixa | Alta | Alta | Distribuído | Carteira com sites de portes bem diferentes |
O modelo por chamado parece proteger você e não protege. Ele transforma cada contato numa negociação e faz o cliente evitar te chamar, o que atrasa problemas e aumenta o estrago.
O mensal por faixa é o mais justo quando você atende do site institucional de cinco páginas à loja com mil produtos. Três faixas costumam bastar.
Faixas praticadas no Brasil em 2026
São faixas de mercado observadas, não tabela oficial. Variam bastante por região e por perfil de cliente.
| Tipo de site | Faixa mensal cobrada do cliente final |
|---|---|
| Institucional com suporte e pequenas alterações inclusas | R$ 300 a R$ 700 |
| Loja WooCommerce pequena ou média | R$ 500 a R$ 1.500 |
| Site com tráfego alto ou operação crítica | R$ 1.000 e acima |
Se você está cobrando abaixo da faixa mais baixa, não é preço competitivo. É subsídio.
Para comparar com a conta do lado do cliente, o custo total de manter um site está detalhado em quanto custa manter um site WordPress .
Os 4 erros que corroem a margem
Escopo aberto. "Qualquer coisa é só chamar" é a frase mais cara do setor. Defina o que é manutenção e o que é projeto. O guia de contrato de manutenção tem a lista do que precisa estar escrito.
Não ter franquia de alteração. Se pequenas mudanças de conteúdo entram no plano, coloque um limite mensal em horas. Sem limite, o cliente organizado consome três vezes mais que o desorganizado, e os dois pagam igual.
Absorver custo de hospedagem. Se você paga a hospedagem e não repassa, sua margem cai a cada reajuste do fornecedor, sem você perceber.
Nunca reajustar. Este é o mais comum e o mais caro. Cliente de cinco anos pagando o preço de cinco anos atrás é prejuízo disfarçado de fidelidade. Coloque reajuste anual no acordo desde o começo, atrelado a um índice. Reajuste combinado no início não gera atrito. Reajuste inventado no quarto ano gera.
Como sustentar margem sem virar plantonista
O que quebra a conta de quem vende manutenção não costuma ser o preço. É o custo de estar disponível.
Duas saídas. A primeira é ter volume suficiente para justificar uma rotina própria organizada, com processo e ferramenta. A segunda é apoiar a base técnica em um parceiro e cobrar pela camada que é sua: relacionamento, atendimento e responsabilidade.
No segundo caminho, a conta fica direta. Você tem um custo de base por site, soma sua camada e chega ao preço final. A margem é a diferença, e ela é previsível porque o custo de base é fixo.
Na HOSTWP, essa base custa R$ 149 por mês para site institucional e R$ 499 para site com mais exigência de tráfego e desempenho. Como montar esse arranjo sem perder a relação com o cliente está em terceirizar a manutenção dos clientes .
Perguntas frequentes
Quanto cobrar de manutenção de site WordPress?
No Brasil em 2026, planos para site institucional costumam ficar entre R$ 150 e R$ 400 por mês. Com suporte e pequenas alterações inclusas, entre R$ 300 e R$ 700. Lojas ficam acima disso.
Como calcular o preço da manutenção?
Some custo direto, tempo recorrente, provisão de imprevisto e o custo de estar disponível. A margem entra depois desses quatro, não antes.
Devo cobrar por hora ou mensalidade?
Mensalidade, na maior parte dos casos. Cobrança por hora faz o cliente evitar te chamar, o que atrasa problemas e aumenta o estrago. A mensalidade também dá previsibilidade para os dois lados.
Devo incluir alterações de conteúdo no plano?
Pode incluir, desde que com franquia mensal definida em horas. Sem limite, o consumo varia demais entre clientes que pagam o mesmo valor.
Como reajustar sem perder o cliente?
Deixando o reajuste anual escrito desde a contratação, atrelado a um índice. Reajuste previsto não gera atrito. O problema aparece quando ele é inventado anos depois.
Cobre pela responsabilidade, não pelo clique
O trabalho que o cliente vê leva dez minutos. O que ele compra é a certeza de que existe alguém quando o site parar.
Se você quer montar uma oferta de manutenção com margem previsível e sem virar plantão, me chama no WhatsApp . Eu te mostro como funciona a base técnica e você monta o preço em cima dela.